Telas flexíveis

Publicado em: 31/01/2013

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Milton – Ethevaldo, vamos explorar um pouco mais as aplicações das telas flexíveis, que você anunciou há poucos dias?
Ethevaldo – Vamos lá, Milton. Eu tenho novas informações do diretor da Samsung nos Estados Unidos, Brian Berkeley, de San José, na Califórnia. Vou relembrar três aspectos da nova tecnologia. Muitos celulares já utilizam uma tela de vidro com uma fina camada de LED orgânico, ou Oled, que produz imagens brilhantes e coloridas, mas ainda não são flexíveis. A novidade agora é o uso de telas finas de plástico flexível que começam a ser utilizadas nos telefones celulares de melhor padrão. Essas novas telas não são dobráveis, mas têm flexibilidade para arquear e resistir a pancadas. Um vídeo da Samsung mostra um celular que se abre como um pequeno livro.

Milton – E que outras vantagens podem oferecer as telas flexíveis?
Ethevaldo – É primeira delas é que, com os displays flexíveis, você pode levar no bolso uma tela muito maior. Duas ou três telas flexíveis podem combinar-se, como um papiro enrolado, e oferecer uma imagem muito maior.

Milton – Mas não existem situações ou aplicações em que as telas flexíveis podem não funcionar?
Ethevaldo – Existem, Milton. Os especialistas reconhecem que, por enquanto, elas não são utilizadas para as chamadas telas de toque, exatamente porque a flexibilidade prejudica o desempenho dos monitores do tipo touchscreen. Mas no futuro poderão superar esse problema, segundo os pesquisadores. Outra limitação é o limite da flexibilidade, que ainda não permite dobrar a tela como se fosse uma folha de papel. Uma tentativa de dobra pode criar problemas de funcionamento porque o LED orgânico é muito sensível ao oxigênio e pode estragar a tela.

Milton – E quando chegarão ao mercado os primeiros celulares e outros produtos com telas flexíveis?
Ethevaldo – A Samsung, único fabricante a anunciar o avanço, não tem previsão sobre essa disponibilidade de produtos com tela flexível no mercado.

Milton – Ethevaldo, amanhã é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro. Qual será o seu tema?
Ethevaldo – Será o futuro da vigilância ambiental.

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