Teorias do Rádio: textos e contextos – Volume II (*)

Publicado em: 16/11/2008

Esforço individual e esforço coletivo – atitudes aqui redundantes – constroem, página a página, esta versão em papel e tinta do trabalho dos integrantes do Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).


No plano individual, há que destacar, em especial, o professor Eduardo Meditsch, dedicado pesquisador, que colocou a este fórum de estudiosos o desafio de sistematizar de forma mais efetiva o pensamento teórico neste campo de estudo. A ele, se junta a pesquisadora Valci Zuculoto na organização deste segundo volume, livro que é uma nova resposta coletiva àquele desafio de já cinco ou seis anos.

Aliás, quem conhece a trajetória deste grupo sabe da seriedade e da convergência de esforços, cada parte procurando construir o todo em obras que, transcendendo o ambiente universitário, fazem da sua existência uma contribuição ao desenvolvimento da sociedade em um país subdesenvolvido e com tantas dificuldades como o Brasil.

É uma trajetória de várias publicações em grupo, marcando não só relações profissionais e científicas, mas de afeto. É um caminho de camaradagem entre colegas e dedicação, de início, ao grande meio de comunicação representado pelo rádio, que, com o tempo, foi se ampliando, englobando outras manifestações sonoras.

Na origem, o sonho e a visão de futuro de pessoas como Dóris Fagundes Haussen e Sonia Virgínia Moreira. Agregados e se agregando a elas, outros como o próprio Eduardo ou as professoras Nélia Del Bianco, da UnB e Mágda Cunha, da PUCRS. Todos estes foram passando pela coordenação do antigo Grupo de Trabalho Rádio da Intercom, hoje Núcleo de Pesquisa em Rádio e Mídia Sonora.

Foram deixando suas marcas e criando uma tradição. Juntos, em estreita ligação, aparecem os colegas Ana Baum, Luciano Klockner e Nair Prata que coordenaram e coordenam o GT História da Mídia Sonora da Rede Alfredo de Carvalho para o Resgate da Memória da Imprensa e a Construção da História da Mídia no Brasil. No entorno, uma centena de pesquisadores em todas as regiões do país, planejando, testando hipóteses, indo a campo e produzindo ciência.

Esforço e organização

Apenas citando a produção coletiva ao longo deste século 21, lá estão vários livros como este nas estantes de alunos, de pesquisadores, de bibliotecas universitárias e – o mais importante de tudo – dos curiosos, dos interessados, dos aficionados pela radiodifusão sonora. São obras como Desafios do rádio no século XXI (2001), organizado por Sonia Virgínia Moreira e Nélia Del Bianco; Rádio brasileiro: episódios e personagens (2003), organizado por Dóris Haussen e Mágda Cunha; Vargas, agosto de 54: a história contada pelas ondas do rádio (2004), organizado por Ana Baun; o primeiro volume de Teorias do rádio: textos e contextos (2005), organizado por Eduardo Meditsch; e Batalha sonora: o rádio e a Segunda Guerra Mundial (2006), organizado por Cida Golin e João Batista de Abreu.

Você, então, leitor atento, talvez se pergunte agora o porquê do uso freqüente da palavra “esforço” ou da expressão “organizado por” ao longo deste prefácio, logo no prefácio de um livro sobre rádio, meio tão avesso a repetições de vocábulos, mas, no qual, por contraditório que possa parecer ao leigo, há a necessidade de certo grau de redundância. Afinal, trata-se de uma mídia na qual a mensagem vai sendo transmitida e se esvanecendo ao mesmo tempo. É que, no âmbito deste núcleo, não há como definir melhor ou de forma mais precisa o trabalho de seus integrantes. Só mesmo falando em esforço e organização. Ah, e sempre no âmbito do coletivo, da convergência de objetivos, dentro do núcleo e deste em relação à sociedade.

Luiz Artur Ferraretto, Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Rádio e Mídia Sonora da Intercom

(*) O presente texto apresentado em forma de artigo é originalmente o Prefácio do livro Organizado por Eduardo Meditsch e Valci Zuculoto.

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