TOMOU SEU TODDY HOJE?

Publicado em: 05/03/2007

No início do século 20 um poderoso furacão varreu a ilha de Porto Rico e uma desolada família de imigrantes espanhóis viu a sua lavoura de cacau ser totalmente aniquilada. Pedro Santiago, um dos filhos, resolveu mudar para os Estados Unidos e lá se transformou num exemplo de self-made man.  Em pouco menos de quinze anos, passou de lavador de banheiros a próspero empresário do ramo alimentício. Estava começando a história de um dos produtos mais queridos da família brasileira: Toddy.
Por Chico Socorro

Toddy foi lançado em 1930 em Porto Rico. Originalmente, Toddy era o nome genérico de uma bebida escocesa feita com mel, leite, ovo e uísque. Na versão caribenha levava rum, cacau e melado de cana e era também conhecido por “Rum Toddy”. O tino empresarial do rapaz o levou a registrar a marca.
O achocolatado Toddy faz sucesso até hoje.
Nesta década, o mercado brasileiro vem acompanhando uma verdadeira revolução na marca Toddy, iniciada com o lançamento do Toddynho e também com outros novos produtos.
Reconhecido pela sua tradição e seu sabor único de chocolate, Toddy se reinventou, reforçando seu estilo próprio e inconfundível, visando principalmente comunicar-se com o público jovem.
Toddy é atualmente produzido pela Pepsico, uma das maiores empresas mundiais do setor de bebidas e alimentos.
Mas o que nós realmente queremos contar hoje é a história de um jingle da marca Toddy que ficou famoso no começo dos anos 60.
Com uma letra simples e composição musical agradável e fácil de memorizar, o jingle, depois de ser maciçamente veiculado no rádio, foi levado para a televisão e se transformou num comercial de igual sucesso. Observem que a força do comercial de televisão reside basicamente na trilha sonora, no jingle. Mas que se transforma numa peça de grande impacto pela presença de Norma Bengell em todo o seu esplendor de musa de uma época.
Quem, da geração que está com cerca de 60 anos, não a viu, ao lado de Jece Valadão, no polêmico filme Os Cafajestes de Ruy Guerra (1961)? O filme, como se sabe, provocou um grande escândalo ao exibir, durante quatro minutos, Norma Bengelll, símbolo sexual do cinema brasileiros dos anos 50 e 60, no primeiro nu frontal do cinema brasileiro.
Esse é um exemplo perfeito do papel vital do áudio na comunicação televisiva, tese defendida pelo portal Caros Ouvintes.
Vamos ouvir o comercial?
A versão que apresentamos a seguir é do final da década de 1950 e conta com a participação das atrizes Norma Bengel e Márcia de Windsor e da garota-propaganda Branca Ribeiro que apresenta o texto principal. A agência que assina a criação é a McCann Erickson. Texto e pesquisa de Maria Elisa Vercesi de Albuquerque.
Link Relacionado
:: Tomou seu Toddy hoje?
Site relacionado
:: Clique aqui
 


{moscomment}

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *