Transparência, judiciário e imprensa

Publicado em: 15/04/2013

 

IV Simpósio Judiciário e Imprensa. Chapecó, SC. Foto: Divulgação

“Vamos nos manter alertas para que não haja mais nenhuma mordaça”, disse o Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, durante o IV Simpósio Judiciário e Imprensa, promovido pela Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e a Associação Catarinense de Imprensa (ACI), realizado em Chapecó, SC.

Compareceram cerca de 700 inscritos entre magistrados, jornalistas dos veículos de comunicação e assessorias, acadêmicos de jornalismo e direito, promotores de justiça e servidores do Poder Judiciário.

Na abertura os presidentes das duas associações promotoras, Sérgio Luiz Junkes e Ademir Arnon, enfatizaram que a relação entre judiciário e imprensa deve viver um novo momento, com uma visão mais madura e responsável diante das demandas sociais.

O vice-presidente do Grupo RBS, Eduardo Magnus Smith, durante palestra de abertura falou dos avanços e desafios do papel da imprensa e do Poder Judiciário no Século XXI.

O primeiro painel tratou dos avanços no campo da cidadania e o novo momento nacional para a Justiça e a Imprensa brasileiras; as experiências acerca do relacionamento entre imprensa e Judiciário no âmbito regional, com enfoque para a necessidade de descentralização e criação de estruturas de comunicação nas regiões do interior do Estado como forma de consolidar a aproximação entre a Justiça e a sociedade através dos meios de comunicação.

De acordo com o desembargador e ex-presidente da Associação dos Magistrados do Brasil Rodrigo Collaço é necessário descentralizar o poder judiciário para promover uma aproximação com a imprensa e, consequentemente, com a população. O jornalista Moacir Pereira chamou atenção para a possibilidade de aproximação por meio das redes sociais e do uso da tecnologia, democratizando e profissionalizando a informação. Também participaram desse painel, mediado pelo juiz Rafael Sandi, o juiz de direito Ermínio Amarildo Darold e o jornalista Alfredo Lang.

O segundo painel focalizou o novo momento da cidadania brasileira a partir do julgamento do mensalão e a convergência entre Judiciário e Imprensa para o fortalecimento da democracia. O ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, destacou a falta de liberdade no período da ditadura implantada em 1964 e falou sobre a PEC 37, que pretende proibir a ação investigativa do Ministério Público.

O professor da Unoesc Arthur Fernando Losekann lembrou da postura do ministro Joaquim Barbosa, comparado ao “Batman” nas redes sociais durante o julgamento do Mensalão, se revelando como a salvação para o povo brasileiro diante da corrupção.

A professora da Unochapecó, Ilka Margot Goldschmidt Vitorino, destacou a importância da formação superior para o exercício da profissão de jornalista e provocou a reflexão sobre alguns pontos-chave na relação judiciário e imprensa: transparência, independência e imparcialidade. Também participou desse painel, mediado pelo juiz de Direito Paulo Ricardo Bruschi, a professora da Unochapecó Laura de Quadros.

Na sequência, o tema Legalidade na radiodifusão foi apresentado pelo jornalista Marco Aurélio Gomes e pelo assessor jurídico da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) Gustavo Luft Mativi.

No encerramento, os participantes foram presenteados com um exemplar do livro “Nereu Ramos, José Boiteux, Altino Flores e Alírio Bossle: os 80 anos da Associação Catarinense de Imprensa”, do jornalista, escritor e historiador Moacir Pereira.

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