TV Catarina apresenta: Videologia – 1

Publicado em: 12/10/2008

Este é um dos relatos possíveis do que se fez, do que se diz e do que se pensa quando o assunto é a trajetória percorrida pela televisão durante os seus primeiros 50 anos em terras Catarina. Acompanhe.
Aqui você encontra um jeito de contar histórias que mistura crônica, ciência, arte e reportagem vinculadas a um tratamento sistemático, mas descontraído. Esse método – pouco ortodoxo é verdade – se baseia numa técnica conhecida por Videologia.

A Videologia, na concepção da jornalista Liba Frydmann é o indicativo de ‘ciência, arte, tratado, exposição cabal, tratamento sistemático de um tema’. A autora mencionou a palavra pela primeira vez na crônica Pequena história da TV na edição especial da revista Briefing de 1980 dedicada aos 30 anos da TV brasileira.

O objetivo deste estudo é levar a você leitor um panorama do registro que se tem dos acertos e desencontros, das emoções e dos desencantos, do brilho e das sombras que marcam o período que vai de 1969 a 2009 na vida da televisão em Santa Catarina.

Autores, personagens, atores, figurantes e espectadores serão nossos cicerones nesta aventura de alegrias e tristezas, conquistas e frustrações. Neste momento, senhoras e senhores, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo.

“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”. Barão de Itararé.

“Acho que a televisão é muito educativa. Todas as vezes que alguém liga o aparelho, vou para a outra sala e leio um livro”. Groucho Marx.

Calma! Parece que os humoristas não gostam de assistir televisão. Paciência. Você vai encontrar outras opiniões de apoio, rejeição ou indiferença. O fato concreto e inegável é que a televisão existe, está aí e é hoje uma das principais oportunidades de laser de grande parte da população. E é sob este aspecto que vamos contar como este meio de comunicação passou a integrar a vida dos catarinenses.

Antes, porém, uma pequena reflexão sobre o tema. A história da televisão começa quando alguns cientistas, insatisfeitos com a pasmaceira do século XIX, inventam umas brincadeiras de transmitir imagens usando ondas de rádio com imagem. Inicialmente o pessoal virou a cara, franziu o nariz e decretou que aquilo era coisa de desocupado.

Mas, os cientistas que haviam tomado o gostinho daquela novidade voltaram à carga e se esmeraram ainda mais: mostraram que podiam transmitir imagens em movimento. Aí a rapaziada do contra teve que se entregar.
A Wikipédia conta história assim: O primeiro sistema semi-mecânico de televisão analógica foi demonstrado em fevereiro de 1924 em Londres. Posteriormente, foram exibidas imagens em movimento em 30 de outubro de 1925. Um sistema eletrônico completo foi demonstrado por John Logie Baird, Philo Farnsworth e Philo Taylor Farnsworth em 1927. O primeiro serviço analógico foi a WGY em Schenectady, Nova Iorque, inaugurado em 11 de maio de 1928.

Os primeiros aparelhos de televisão eram rádios com um dispositivo que consistia num tubo de néon com um disco giratório mecânico (disco de Nipkow) que produzia uma imagem vermelha do tamanho de um selo postal. O primeiro serviço de alta definição apareceu na Alemanha em março de 1935, mas estava disponível apenas em 22 salas públicas.

Uma das primeiras grandes transmissões de televisão foi a dos Jogos Olimpícos de Berlim de 1936. O uso da televisão aumentou enormemente depois da Segunda Guerra Mundial devido aos avanços tecnológicos surgidos com as necessidades da guerra e à renda adicional disponível (televisores na década de 1930 custavam o equivalente a 7000 dólares atuais (2001) e havia pouca programação disponível).

No próximo capítulo, semana que vem vamos pular direto para o meio do século XX quando a telinha aportou na terra Brasilis. (AS)

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