TV Catarina apresenta… – 3

Publicado em: 06/07/2009

“A informação da televisão atinge, de imediato, o objetivo que se pretende alcançar”. Esse é o destaque do house organ RECADO da RBS na apresentação do depoimento de Oswaldo Moritz em sua edição especial de abril de 1979, referindo-se a próxima inauguração da TV Catarinense de Florianópolis.

A seguir, a integrada matéria.

Oswaldo Moritz

Oswaldo Moritz

O presidente da Associação Comercial de Florianópolis e da Federação das Associações Comerciais de Santa Catarina, Oswaldo Moritz lembra que a televisão é dinâmica e que a informação veiculada por ela “atinge a curto prazo, de imediato, o objetivo que se pretende atingir, seja em forma de notícia, seja em forma de anúncio, seja dentro da programação”.
Moritz aponta uma característica de Santa Catarina. “É um estado de pulverização populacional. Isto é, não existe um centro polarizador que centralize todas as atividades do nosso Estado e eu considero isto muito bom para o bem estar da população. Mas cria certas dificuldades para determinados ramos, um deles a própria televisão obrigada a levar sua imagem para todo o Estado, a fim de atingir toda a população. Por outro lado apresenta alguns problemas também com relação a alguns anunciantes, especialmente os do setor comercial. Com raras exceções, não temos empresas comerciais que atinjam o Estado inteiro”.

O total de empresas em todo o Estado, segundo Oswaldo Moritz, deve andar por volta de 30 mil, acrescenta o redator.

“Como poucas se destinam a todo o Estado, isso faz com que o comércio, de maneira geral, retraia um pouco sua verba para aplicar em televisão, tendo em vista que o custo da televisão é um custo calculado para o Estado inteiro. E muitas delas não têm interesse em divulgar suas imagens para todo o Estado. Não tenho dúvida que essa técnica utilizada pela Rede Brasil Sul de Comunicações vai ser muito boa para o nosso Estado. Uma solução seria a empresa criar custos diferenciados. Assim a empresa que tem interesse em atingir somente a Grande Florianópolis pagaria um preço diferente daquela que tem interesse em atingir o Estado todo.

E segue a matéria: No Rio Grande do Sul, onde a televisão está implantada há mais tempo, isso já existe. Forma a Rede Regional de Televisão, integrada pela área de abrangência da TV Gaúcha, mas a área de abrangência das emissoras de televisão do interior, o que também será feito em Santa Catarina. A inauguração da TV Catarinense é vista como uma medida salutar por Oswaldo Moritz, que acha que ela irá desenvolver não somente o setor de comunicação social como também será importante no desenvolvimento de novos mercados.

“E aí todos vão ganhar com isso. Vão ganhar os anunciantes, vão ganhar as empresas intermediárias entre anunciantes e televisão, que são as agências de propaganda, vão ganhar os telespectadores e vão ganhar as empresas estabelecidas em nosso Estado”.

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *