TV Catarina apresenta Maurício Sirotsky Sobrinho – 14

Publicado em: 01/06/2009

A reunião se encaminha para o final com as considerações do Secretário da Associação Comercial dos Supermercados, Arthur Killian que foi aparteado pelos publicitários Júlio Pacheco e Roberto Costa e pelo representante do governo do Estado, Ênio Branco.

Cabreira: Vou pedir licença para ouvir a opinião do Killian.

Arthur Killian

Arthur Killian

Killian: Na área de supermercados compramos e vendemos, rapidamente, em alta rotação. A nossa propaganda tem que ser imediata, e o custo das idéias é sempre para o supermercado. Mas o que está faltando é a agência considerar o aspecto do investimento na propaganda, o que a própria agência não está fazendo. E exemplifico: na nossa empresa nós temos, hoje, de uma filial, falando de outra filial – um erro de agência compreendo, e nós pedimos desculpas.

Júlio: Vale aí a seguinte ponderação: falta profissionalização do pessoal de operação de veículos.

Killian: Para mim, como empresário, falta a informação da agência como garantia. Eu não tenho nada a ver com TV. Também falta informação para as empresas. Quando nós compramos mercadorias – e a maior parte vem de fora – muita empresa me pede informação sobre onde deve veicular, pois não tem idéia de uma agência.  Única rádio que presta informação nesse sentido é a Rádio Santa Catarina. E o que está faltando à agência é investir para prestar a informação, porque no nosso caso, todo o planejamento que fazemos daquilo que vamos vender, eu não gostaria que fosse um índice daquilo que já vendi, devido ao problema do custo.

Roberto: Hoje em Santa Catarina temos muito pouca informação. É evidente que cabe à agência estimular os veículos de comunicação a nos ceder essa informação. Mas se nós contratamos Ibope mensalmente, esse custo vai anular completamente qualquer resultado numa agência de propaganda. O Ibope funciona aqui em Santa Catarina uma vez por ano, a pedido da televisão, naturalmente visando os pontos em que ela tem mais interesse, e a Rádio Santa Catarina faz a pesquisa usando o mesmo critério. Dentro dessa proposta de mais informação, agora muito mais necessárias, em função da multiplicidade dos veículos, pergunto se não seria válido um diálogo entre agências de propaganda e associações para que pudéssemos chagar a uma fórmula de custear essas informações. Cabe evidentemente à agência a preocupação com a informação, mas ao mesmo tempo é extremamente caro o custearmos tudo sozinhos.

Killian: Como homem de vendas, se eu quiser, por exemplo, vender 30% mais daqui a 12 meses, é claro que o meu investimento tem que ser muito maior do que nos meses passados. E não me deram informação e a garantia, acho que dificilmente vamos dar um pulo. Quando nós trocamos de agência é porque a gente vai perdendo a confiança. Na prática, a propaganda deveria estar comigo, que sou o homem comercial, mas atualmente ela está com o Departamento Financeiro.

Ênio Branco

Ênio Branco

Ênio: Posso adiantar, de antemão, que o Governo do Estado fará funcionar um plano, ainda durante este mês, pelo sistema de pré-qualificação, e que poderá ter alguma coisa de diferenciado do sistema adotado já há quatro anos. Acredito que as agências do Estado, ou as mais aparelhadas e em condições de atender à conta de um governo que pretenda vender uma imagem agressiva, venham a adotar esse plano, que já tem objetivos definidos. Agora, em uma semana, posso propor que seja articulada a maneira exata de fazer a coisa. Quero inclusive, colocar-me inteiramente à disposição para essas negociações, abrindo à agência também uma perspectiva de melhoras – sem qualquer outro tipo de dependência – à partir do sistema pré-qualificatório diferenciado que possa ser declarado à partir deste mês. Além disso, como anunciante do Governo do Estado, eu só tenho a estimular para que reuniões como essa que a TV Catarinense está proporcionando aconteçam outras vezes, e que o Governo esteja presente para discutir, tanto em gabinete como nos próprios veículos, a maneira como nós estamos pensando em atingir os objetivos.

Cabreira:  Em última análise, a informação que nos dás é justamente a de um cliente se profissionalizando na medida em que está exigindo qualificação das agências que vão atendê-lo.

Ênio: Perfeito.

Na próxima semana a discussão inclui a participação dos empresários Avilson Souza, Noemi dos Santos Cruz, Oswaldo Moritz e o jornalista Moacir Pereira.

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