Um parceiro que não espera o santo baixar

Publicado em: 05/11/2007

Grande instrumentista, solista de cavaquinho, também compositor, o meu parceiro Admar Rodrigues teve o seu tempo consagrado na noite porto-alegrense. Conheci-o nas reuniões das segundas-feiras no restaurante do Centro Ítalo Brasileiro, ponto de encontro dos músicos que folgavam nesse dia da semana e ali acorriam como única oportunidade de tocarem juntos, misturando estilos e tendências.
Por José Alberto de Souza

O Alberto Garrido que passou pela antiga Rádio Difusora dessa nossa Capital, havia ganho o pomposo título de Diretor Artístico da casa e costumava fazer a apresentação dos cantores e músicos, dizendo que não se teria rendimento suficiente para pagar o cachê dos mesmos, face a alta concentração não só de novos talentos, como também de astros e estrelas do passado. Assim, costumavam apresentar-se ali nomes famosos como Guilherme Braga, Alcides Gonçalves, Paulinho Sarmento, Rubens Santos, Aroldo Dias, Jessé Silva, Paulo Santos, Jorge Machado, Orlando Johnson Silva, Zeno Azevedo, Waldyr Justi, Paulo Ercílio Barbosa, Jayme Lewgoy Lubianca e outros tantos.
Nosso convívio vem-se estreitando através de várias reuniões musicais, muitas delas provocadas pelo violonista Jorge Machado, além de encontros com o professor Floriano Rosalino, também violonista, e os cantores e compositores Guilherma Braga e João Ceará Campelo, no Café Marula. Pois o Ceará veio a ser o responsável pelo surgimento da nossa parceria, quando sugeriu-me que procurasse o Admarzinho para colocar música em algumas letras de minha autoria, uma delas – Menina Felicidade – chegou a participar de um dos Festivais de Música de Porto Alegre.
Gente, o Baixinho nunca espera o santo baixar e vai traçando o que lhe vem pela frente, uma pena que não lhes possa mostrar a melodia que fez para Um Rosto na Multidão.
Para mim / você sempre vai ser / um rosto na multidão, / pura ilusão, / que de repente pode aparecer.
Numa busca desesperada, / devo confundir pessoas e lugares, / em tantos olhares, posso distinguir / a realidade disfarçada / das minhas miragens.
Quando você andar / através de outras paragens, / os seus passos também / estarei imaginando / como se caminhassem / me procurando.


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