Freqüência Urbana. A Lenda da Galinha… (2)

Publicado em: 01/07/2008

A saga do malfadado programa radiofônico Freqüência Urbana começa hoje mostrando as vísceras do primeiro capítulo da terrificante história A Lenda da Galinha Mamífera. Antes, porém, um ligeiro texto introdutório da jornalista Raquel Vandelli.

“Boa noite ouvinte. Você está entrando em Freqüência Urbana, Rádio União FM, 96, ponto alguma coisa. E lembre-se, se você sentir uma dor no coração e um aperto no peito, ou são gases ou infarto do miocárdio”.

E a Raquel segue descrevendo: Ao ouvir pela primeira vez a chamada da novela “A Lenda da Galinha Mamífera”, o público levará ainda alguns segundo para explodir, pelo tom sério da apresentação. Mas, é esse riso “retardado” que os produtores de “Freqüência Urbana” querem arrancar de seus ouvintes. Ridicularizando tudo o que é sério na vida – de dramas amorosos, política, à fila do INAMPS, ao mau gosto cultural do brasileiro – a equipe de jovens faz, desde o dia 30 de abril, os 60 minutos mais loucos do rádio catarinense.

É meia noite de mais uma segunda-feira, está começando “Freqüência Urbana, um programa ensaiado no ar!” Apesar do horário o time já conquistou uma boa fatia do público jovem e adolescente de FM. Já tem até fã-clube e colecionou algumas dezenas de cartas, dentre elas um abaixo-assinado com 16 nomes apoiando a iniciativa da rádio. Um fãnzoca chegou a compor uma música em homenagem produção “Freqüência Urbana, Divina Comédia Humana”, levada ao ar.

Porém, nem tudo são flores. A sátira em cima de truculências da vida moderna também tem rendido reações de protesto, como contra a organização de um “concurso do maior estuprador da praça”, em que o vencedor violentou cinco velhinhas em 10 segundos. Ótimo. Para eles qualquer reação é prêmio. Prova de que fizeram o ouvinte pensar.  “As pessoas ficam furiosas quando se dão conta de que riram de coisas tão sórdidas”, interpreta Max Neto, que foi expulso de duas faculdades do Rio de Janeiro (Jornalismo e Administração) por escrever nas provas além do conteúdo dos livros. (A segunda e a terceira partes desta matéria serão levadas ao ar antes de cada um dos próximos capítulos). Por hoje, contente-se com o primeiro tijolaço, digo, capítulo.

7 respostas
  1. J.Pimentel says:

    Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Os tais programas radicais, irreverentes e “inteligentes”, nada mais são do que reações preconceituosas e hipócritas da sociedade na voz de “idiotas inteligentes”. Quando o excesso de idiotice supera a medida do razoável, o programas perde as características a que se propõe e se transforma num espetáculo autoritário, onde o que interessa é o enquadramento do ouvinte: “se não rir das minhas besteiras, se não aceitá-las quietinhos, são uns bobocas, tiozinhos e antiquados”. Até um programa desse gênero precisa ter medidas e um conteúdo inteligente (e não apenas irreverente), sob pena de ser mais uma brincadeira de mal gosto.

  2. Marco Zimmermann says:

    Caramba, eu era fã do Frequência Urbana! Ouvia sempre!!
    Maravilhoso poder ouvir novamente a Lenda da Galinha Mamífera! Inacreditável!!
    Lembro até hoje de trechos do programa… o lance na casa de dois membros da penca do ribeirão “que baton, o Chile usa baton, perdi o ôns”… O José Golfadas!!

    Eu conto estas histórias e só eu e um amigo meu lembramos, mas são ótimas lembranças da juventude em Floripa.

    O seu Dixon era demais!!

    Onde posso conseguir mais informações sobre o Frequência Urbana???

    Abraços a todos envolvidos!!

    Agora que eu vi, faz exatamente 3 anos e 1 dia que este post foi ao ar! hahaha

  3. Antunes Severo says:

    Caro Marco,
    pois eu tive o privilégio de conhecer dois figuraços do Frequência Urbana: o Flávio Girol e Adir Mazzuco com quem mantenho relacionamento de amizade fraterna e respeito mútuo. Se você souber algo mais do que foi publicado manda para publicarmos. Grato pelo contato e apareça sempre. Antunes Severo

  4. Marco Zimmermann says:

    Antunes,

    Lembro de muita coisa do Frequência Urbana.
    A história na casa de 2 integrantes da Penca do Ribeirão é muito engraçada!
    A escolinha do professor Prachedes(acho que era isto).
    Lembro que uma vez teve uma participação do Bussunda e lembro até hoje a piada que ele contou, que se não me engano foi escolhida especialmente para SC: “Não adianta balançar o senador careca, o último pingo é sempre na cueca”. rs
    Enfim, tinha muita coisa legal que eu adoraria poder ouvir novamente.
    A Lenda da Galinha Mamífera me trouxe ótimas lembranças, mas sinto falta justamente do final onde eles econtravam o McGiver! huahuaha

    Abraços!

    Marco

  5. Antunes Severo says:

    Ah, então quer dizer que o Bussunda andou por aqui “desviando” do bom caminho os meninos da Ilha? Ou será que eles já estavam perdidos e se encontraram em algum inferninho da época? Sugiro que você coordene uma gincana ou algo parecido para encontrar mais gente com informações da antológica Frequência Urbana que chegou a figurar na grade de programação da Atlântida FM depois de ter sido “convidada” a retirar-se da Rádio FM Universal que era uma emissora de propriedade da comunidade Luterana, se não estou enganado. abraço.

  6. Marco Zimmermann says:

    Antunes,

    Uma história engraçada foi nos idos de 2004, eu estava na Barra da Lagoa participande de um torneio de rugby de praia no Verão Vivo da Band, e tinha um cara fazendo anúncios no microfone.
    Em determinado momento ele começou a imitar manezinho e eu reconheci na hora o Seo Dixon, o manezinho do Frequência Urbana. Eu fui falar com ele e perguntei se ele era o Seo Dixon e ele quase chorou de emoção, feliz de alguém ter lembrado e reconhecido. Ele disse que não era o Seo Dixon original, mas que fazia parte do Frequencia Urbana.
    Não lembro quem era agora, mas foi muito legal conversar com ele sobre o programa…

    Sobre o Bussunda, não sei se ele estava aqui ou se foi participação por telefone ou coisa parecida, mas lembro dele no programa!

    Uma frase que até hoje eu uso e que ouvi pela primeira vez no programa foi “eu te falei-te, eu te dis-te”…

    Abraços!

    Marco

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