Uma palavra de despedida, apenas: cidade

Publicado em: 03/03/2013

“A cidade já acordou em seu bojo enorme. Os segredos da noite, a cidade guardará” .

Não vai contar nada e nada vai dizer a ninguém dos segredos que ouviu, viu e previu.
“Nos palácios ou nas favelas, o sol será o mesmo”.
As lâmpadas artificiais já se apagaram, como tantos e tantos sufocados sonhos… As quatro paredes da cidade grande, que já deixou de ser a Província de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, guardarão todos os segredos de cada um.
A grande cidade está acordada.
Eu acordei ontem.
A grande cidade guarda os segredos; eu, ontem, contei os meus segredos.
“A cidade grande tem sol; eu, hoje, procuro o sol.”
A grande cidade acordou.
E “em seu bojo enorme, segredos guarda, segredos de palácio e de mansarda”. Já tem sol. As lâmpadas artificiais não mais iluminam figuras esquivas chegando ou saindo.
A grande cidade segredos guarda, disse o poeta maior do que eu e que hoje, já se foi para outras paragens… Esconde sonhos e segredos a grande cidade…
“Adivinhá-los, quem há-de”.

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