Uma palavra de despedida, apenas: drama

Publicado em: 07/10/2012

“Mereces o castigo desta eterna noite, tolo entre os tolos! Por que escolheste o caminho por onde não sabes e não podes caminhar?”…

A luz criou o drama. De um lado ela, que tudo tinha para ser esperança, fé, carinho. Do outro lado, ele, que tudo tinha para ser miséria, repugnância, nojo. Ele, em silêncio, esperava. Ela, que deveria ser a esperança, transformou-se, no segundo diabólico do riso, naquilo que era: desespero. De onde devia vir a mão que o tiraria do lodo do espírito, veio o chicote. E ele que já odiava o próprio drama, não podia morrer. Mas queria. E foi então que, continuando vivo, ele morreu.

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