Uma palavra de despedida apenas: força

Publicado em: 21/10/2012

Alguém, alguma força teria de ajudar. Não suportava mais não ser amado. Não querendo perder nenhuma, segurava, por todos os meios, com todas as forças e artimanhas, a vida que procurou e que, aos poucos, ia desaparecendo em ambas as casas. Chorava. Não adiantava. Não aliviava. – Onde está, Deus…? Onde? Perdido de mim, perdido de todos, Deus não vê?, não ouve? No auge do desespero, passou a tratar mal todo o mundo. E foi perdendo empregos. Tinha que chegar a uma conclusão. E depressa. Ficaria louco, de uma hora para a outra. E Deus nada diz e nada mostra. As lágrimas continuam vindo. Tem que analisar esse antagonismo da razão e do sentimento. A correria tem que acabar. Livrar-se-á do peso – custe o que custar – daquilo que a sociedade chama de culpa. A culpa de ter amado errado. Ter errado com a razão e acertado com o coração, com o sentimento, sei lá o termo, a palavra… – Mas sou fraco. Deus não veio.

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