Uma palavra de despedida, apenas: lembranças

Publicado em: 24/03/2013

O rapaz prossegue como se não tivesse escutado o cumprimento.
– Nossa história começou há vinte e seis anos atrás, em Curitiba. Eu sou seu filho. Há muito tempo começou a procura. De início, e isso faz pouco tempo, não sabia se queria ou não encontrá-lo. Acho que era mais curiosidade do que uma necessidade. Afinal, muitos anos se passaram…
Dava a impressão de um texto longamente ensaiado para aquela oportunidade, surgida após pesquisa nos Cartórios eleitorais, emissoras de rádio, jornais, a fim de encontrar o endereço.
E vieram as lembranças, boas e más lembranças… Nasceu de um amor surgido nesses intervalos que a vida nos oferece e que pela falta de estrutura, de convivência, chega-se ao acerto final, porque nada é definitivo, coerente, humano até, pode-se dizer.
Mas tudo isso foi dito anteriormente. O que interessa, agora, é a nova página da história pouco conhecida, pouco relembrada, porque machuca, esfacela a alma.
Uma lágrima teimava em cair, enquanto chamava a família toda para conhecê-lo.
– Gente… Olha quem chegou!
E foi uma festa só, porque todos só falavam nele e procuravam um meio de encontrá-lo, querendo conhecê-lo… Conviver com ele.
Mas a promessa antiga não podia ser esquecida. Afinal, havia jurado. No adeus definitivo, isso ficou

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