Uma palavra de despedida, apenas: lembranças

Artigo publicado em: 22/07/2012

Mas não dá pra contar em sequência. Arrumar uma a uma as lembranças é impossível. Não saberia distinguir a realidade da lembrança boa. Os horizontes se fundem e o tempo é escasso. Olhando, agora, introspectivamente, vejo-me às voltas com interpretações ainda não respondidas, analisadas às pressas no correr sem fim do tempo que me foi dado. Um dia, tinha de acontecer: parar no meio do caminho, olhar à volta, ver os poucos amigos que ficaram – como que hipnotizados por tantos sonhos a eles transferidos – e, em lágrimas até – dizer-lhe: Por favor, afastem-se de mim. Não se contaminem com o meu falso entusiasmo, com os meus sonhos falhos… Eles são bons, mas muito difíceis de realizá-los.

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