Uma palavra de despedida, apenas: tranquilidade

Publicado em: 19/08/2012

“Não me amaldiçoe, nem me apedreje: tenho muito dó de quem não sabe segurar as horas, fazendo delas minhas companheiras…”. Encontro-me diante do meu caixão: não queria preto. Essa cor me deixa mais enfermo, ainda. Parece que a paz e a tranquilidade vêm vindo por aí. Você também não sente? Sinto isso. Não sei porque. Mas existem ruídos estranhos que chegam, balbuciam, tentam contar alguma coisa e vão embora sem que eu possa distinguir. “Sou uma igreja fechada pelo tempo” Onde estão as velhas árvores da minha frente…? Ninguém poderá imaginar adivinhar, quanto tempo estiveram aqui. Permaneceram como testemunhas mudas da felicidade dos que saíam de branco e preto… Da tristeza de quem saía só de preto. A rua, antes tão calma, tornou-se um rio de gente passando. Faça, por favor, uma prece submissa em honra a elas que também se foram.

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