Uma palavra de despedida, apenas

Publicado em: 01/04/2012

Dedico a você que muitas vezes caminhou comigo, não interessa por quais veredas, de dia ou de noite, saciados, com sede ou com fome não interessa do quê, despertos ou sonolentos. Que cantou ou chorou comigo, na hora da chegada ou do adeus mesmo que, ainda, não fosse o definitivo. Que muito tempo depois ainda se lembrava do meu nome e dos meus feitos. Que como eu, conta os anos e sabe que a metade há tempos já passou, que já não tem tempo para lidar com mediocridades, para aplaudir inflados egos e gabolices.

Dedico a você que como eu se inquieta com os invejosos que tentam destruir quem eles admiram, cobiçando os seus lugares, sorte ou talentos. Gente como eu que não tem mais tempo para projetos megalomaníacos, não participa de longas conferências que estabelecem prazo para o fim da pobreza no mundo, que não discutem mais estatutos de sindicatos e outras associações, procedimentos e regimentos internos.

Dedico a você que como eu, ainda acredita que Deus existe e que, humildemente, em silêncio, com Ele conversa cantando!

Dedico a você que enfim, sonhou, ganhou ou perdeu, mas sonhou.

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