Uma visita singular

Publicado em: 20/07/2013

Doação, mas também é obrigação

Doação, mas também é obrigação

Tão singular que inspirou o repórter a lembrar-se dos versos de Castro Alves no primeiro poema do seu primeiro livro, O livro e a América. “Oh! Bendito o que semeia / Livros… livros à mão cheia… E manda o povo pensar! O livro cainda n’alma / É germe – que faz a palma, / É chuva – que faz o mar. (…)”

Pois, hoje a tarde, sexta-feira, 19/7, temperatura com menos de dois dígitos e uma chuvinha que ia e vinha soprada descuidadamente pelo sempre temido vento sul, nós – Ana Cristina Lavratti e eu – chegávamos  à recepção da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Pontualmente às 15 horas, como previamente agendado com a coordenadora da biblioteca, Patrícia Karla Firmino.

Ana, Patrícia, Antunes

Objetivo da visita, doar exemplares dos livros Seus OlhosAntunes Severo – O menino do arroio Itapevi, de autoria da Ana e Memória da Radiodifusão Catarinenseresultado de uma pesquisa de dois anos coordenada pelo Marco Aurélio Gomes, assessor de comunicação da Acaert  e eu, representando o Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.

Para orientação do leitor, os livros da Ana Lavratti, Seus Olhos – depoimentos de quem não vê, como você nunca viu (www.letradagua.com.br) – e Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi (www.insular.com.br), podem ser adquiridos acessando os sites das editoras.

Quanto ao livro Memória da Radiodifusão Catarinense pode ser adquirido por intermédio dos sites das livrarias ou diretamente dirigindo-se a assessoria de comunicação da Acaert, pelo e-mail [email protected]

(Matéria atualizada em 23 de julho de 2013 pelo editor responsável)

2 respostas
  1. eno josé tavares says:

    VENERAÇÃO Á PALAVRA ESCRITA E A EXPOSIÇÃO VERBAL DE IDEÁRIOS

    amarelinho,feio e pobrezinho,na metade da Década de “40”,habitávamos humilde casa de estuque barroca,no Pé do Morro da Serrinha,na então Trindade de Trás os Montes…A grande iluminação doméstica,era de pombocas de rara querozene,e a iluminação na intimidade dos quartos,de lamparinas,muito engenhosa:um copo mde água,uma rodelinha de cortiça,e um pavio improvisado mergulhado na porção flutuante de óleo de mamona,de nossa indústria caseira…Vivíamos os tempos e terrores da segunda guerra mundial…Tudo era racionado,tudo era requisitado, tudo era espionado,pois minha mãe era descendente de alemães prussianos…E frequentávamos o Grupo Escolar “Olivio Amorin”-Pracinha da Trindade…Menino de sete anos,no primeiro semestre,do curso de alfabetização primária,todo texto escrito,jornais em frangalhos,revistas com páginas arrancadas,propagandas de remédios populares…Tudo era recolhido e dividido entre os colegas interessados em leitura…Até que demos com os burros n´àgua…Ousamos fazer um Dazi Baun,à nossa maneira e nas nossas limitações…Foi um deus nos acuda…O Padre Fidélis,o Pároco,mancomunado com os agentes da repressão política(sobrevivíamos à cambaleante Ditadur Getulista),apossou-se de nossas “obras”e em fogueira ostensiva no pátio da escola,promoveu aterrorizante fogoaréu,que este diabrete tinha produzido…Não desanimamos….Com carvão de lenha,deixávamos mensagens nas paredes sob as escadas e dos sanitários de uso coletivo…O grafiteiros de antanho…Então,aos sete anos, mais uma vez senti a amarga força dos esbirros de uma Nação…Foi desse episódio,que eu entendi o valor, da palavra escrita e ou pronunciada, com vigor e a força de um ideário de vida…E éramos muitos a agir assim…PORQUEIRINHAS DE SETE ANOS DE IDADE,NAS PALAVRAS DO PADRE FIDÉLIS,SE FAZENDO DE AGENTES DO INFERNO!O segundo semestre,foi concluido em escola da cidade,pois mudamos para a Rua Dourada da Duarte Schutel…Eis aí,Escritores e Escritoras,a força do amor à literatura,seja ela popular ou erudita…

  2. eno josé tavares says:

    O GOSTOSO IDEÁRIO POPULAR ,CONTRA A REPRESSÃO DE QUALQUER TIPO

    vejamos a verdade da DANÇA DO BOI DE MAMÃO…Externamente,um simples grupo de artistas mambembes,caracterizados, como o jacaré comedor de gado bovino e até de gente,na forma da “bernunça”…O urubú-aribú nos falares ilhéus…A maricota-grande dama do resumido extrato social da Ilha Encantada…Filha de Família,requestada uma figura em destaque…O veterinário-de jaleco branco,mala de madeira,exageradamente grande…e os domadores…Tudo feito, sob o encanto do canto popular,enaltecendo as fainas colonizadoras ,de uma Ilha Encantada,que geográficamente jamais perdeu seu valor,mas,sua posição histórica pouco ressaltada,eis que foi o Ponto de Lançamento ,das grandes navegações,de consolidação da Conquista da América do Sul…Era daqui ou para aqui,que demandavam as naus ,em busca do Eldorado Universal…Era daquí ou para aqui,que usavam essa Ilha Encantda,para as grandes operações militares de todas as épocas…E tudo isso,contado sob a forma de folclore, aí está,sobrevivendo aos tempos e visto como manifestação popular muito simplória…E não faltaram algozes ,de todos os tipos e malvadezas,para fazer desta Ilha Encantada,o teatro de grandes e históricas decisões ,que abalaram a geopolitica e humanidade…Pão Por Deus,Pau de Fita, Bruxas e Homens da Capa Preta,eram as formas de comunicação, que um povo oprimido,burlava e enganava essa casta maldita,que deixou muitos e horrendos monumentos, da maldade humana…Nossa Ilha,tem o direito de reconstruir sua história verdadeira…E isso se fará através das manifestações populares autênticas e puras ,como são…Assim como Gibraltar aparece na história da Europa,a Ilha de Santa Catarina,foi trampolim de todos os povos colonialistas e sanguinários,para consolidar seu poder cruel e sangrento de sua índole…Foram sempre espoliadores,predadores e ladrões, dos povos autóctones de profunda cultura,como INCAS,MAIAS,AZTECAS,etc…

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