Unesco: 95 jornalistas assassinados entre janeiro e setembro

Publicado em: 07/11/2012

Diretora-geral da agência, Irina Bokova, condenou os assassinatos nos primeiros nove meses de 2012, o que representa um aumento dramático comparado a outros anos

MÍDIA | Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York

Entre janeiro e setembro deste ano, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, condenou 95 assassinatos de jornalistas. O tema será debatido na segunda reunião entre as agências da ONU sobre segurança dos jornalistas e a questão da impunidade em relação a esses crimes, entre os dias 22 e 23 de novembro, em Viena, na Áustria. Segundo a Unesco, o encontro é parte dos esforços internacionais para diminuir a violência, que mina o direito básico da liberdade de expressão em várias partes do mundo e impede que os cidadãos tenham acesso a uma ampla gama de informações independentes que eles têm direito.

As agências da ONU que participam da reunião vão consultar instituições regionais e internacionais, governos, organizações profissionais e ONGs ligadas ao assunto.

Juntos, eles irão definir a implementação da estratégia para o Plano de Ação sobre a Segurança dos Jornalistas e a questão da Impunidade para os próximos dois anos.

Quatro países foram selecionados para a primeira fase da implementação: Iraque, Nepal, Paquistão e Sudão do Sul. Estão em andamento as preparações para ampliar a implementação do Plano na América Latina, região mais atingida pelos ataques contra jornalistas, produtores e funcionários de empresas da mídia.

Os jornalistas devem ter níveis razoáveis de segurança pessoal quando estão trabalhando. Estados e sociedades são responsáveis por criar e manter as condições exigidas para a preservação do direito fundamental à liberdade de expressão, garantida pelo artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e por combater a impunidade contra os responsáveis pelos crimes.

Segundo a Unesco, o número de jornalistas assassinados tem aumentado muito desde 2002. Na última década, mais de 600 repórteres foram mortos em serviço.

A agência lembra que a liberdade de expressão, incluindo o direito de receber e expressar opiniões e informações imparciais, é essencial na formação de sociedades justas e democráticas.

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