Unesco debate mídia após casos WikiLeaks e do “News of the World”

Publicado em: 16/02/2012

“Jornalismo Cidadão” é um dos temas da reunião, na sede da agência, em Paris, realizada nestes 16 e 17 de fevereiro; participantes vão relembrar o caso do vazamento de documentos secretos pelo WikiLeaks e o escândalo das escutas telefônica do tabloibe britânico.

MÍDIA | Anelise Borges, da Rádio ONU em Paris

Sede da Unesco em Paris

Uma conferência sobre o mundo da mídia na era digital está sendo organizada nestas quinta e sexta-feira na sede da Unesco, em Paris. O objetivo é reunir representantes dos principais meios de comunicação, especialistas em legislação da mídia, jornalistas e cidadãos  para discutir as boas práticas no jornalismo profissional. O evento também vai analisar o jornalismo “cidadão” na era digital. Segundo a Unesco, uma crescente tendência de ‘conteúdo gerado pelo usuário’ permite que todos na Internet se tornem comunicadores. Para a agência da ONU, os números impressionam: 2 bilhões de pessoas estiveram ativamente conectadas à Internet em 2011, e 156 milhões de blogs foram ao ar.

Com o título “O Mundo da Mídia após WikiLeaks e News of the World”, a conferência da Unesco aborda as novas ferramentas lançadas com a expansão da Internet, e o uso dessas ferramentas pelos jornalistas e empresas de comunicação.

Os casos do site ‘WikiLeaks’ – responsável pelo vazamento de um grande número de documentos oficiais secretos – e do episódio do tabloide britânico “News of the World”. O jornal foi acusado de usar escutas telefonicas não-autorizadas para a apuração de reportagens jornalísticas.

Assim que veio à tona, no Reino Unido, o caso do jornal levou a mudanças no tratamento de informações e questões relacionadas à liberdade de expressão, de informação, segurança nacional, privacidade e ética.

Organizada pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa, em cooperação com o Departamento de Informação e Comunicação da Unesco, a conferência conta com o apoio da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias, do Fórum Mundial de Editores e do Instituto Internacional de Imprensa.

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