Vai mal

Publicado em: 09/12/2007

A Rádio Clube Paranaense com suas ondas médias e curtas deixou de ser a grande emissora do Paraná para se transformar em simples repetidora da Rede Eldorado de São Paulo. A noticia é péssima e causou estupefação nos radialistas curitibanos comprometidos com a boa qualidade do rádio local.
Por Jamur Júnior

Desde que foi incorporada à rede de emissoras católicas a Rádio Clube começou a dar sinais de fadiga e falta de grandes doses de talento, uma vitamina que costuma dar bons resultados nesses casos. Na contramão dos grandes empresários do setor – exemplo RBS – que entendem seu negócio de forma clara e objetiva, ressaltando a necessidade permanente de investimentos em recursos humanos e equipamentos, a Rádio Clube Paranaense, iniciou um processo de esvaziamento de seus quadros demitindo profissionais competentes e substituindo por pessoas menos qualificadas até chegar a ponto de se tornar uma repetidora.
Este o triste fim de uma emissora que além de ter sido a terceira inaugurada no país, faz parte da historia do radio paranaense e brasileiro.  É difícil entender essa história de que “rádio na mão de padre acaba mal.” Verdade ou não, o fato é que alguns episódios pontuais favorecem essa imagem.
Os gaúchos lembram da TV Difusora que iniciou muito bem, com uma equipe de grandes profissionais oriundos da TV Gaúcha e logo que passou a ser comandada por padres, caiu de qualidade, perdeu telespectadores e acabou vendida. Em Curitiba algumas rádios católicas passam ou passaram por grandes crises e não conseguem se manter entre as emissoras com bons índices de audiência. 
Outra noticia ruim da radiofonia paranaense é sobre a Rádio Colombo, emissora que por mais de 30 anos, sob o comando de Erwin Bonkoski se manteve fiel à religião católica. O programa das18 horas, tradicional Hora do Ângelus ou Ave Maria, como costumam identificar, é um dos últimos do gênero que permanece no ar, sempre na voz do dono da emissora, um homem sempre dedicado a sua religião.
Bonkoski manteve por todo esse tempo uma capela de Nossa Senhora de Guadalupe, cuja romaria anual reunia cerca de 100 mil pessoas alinhadas em imensas filas nas ruas centrais da capital paranaense, desde ás cinco horas da manhã, a espera do inicio da visitação a imagem da santa.
Isso tudo pode acabar nos próximos dias. Erwin pode vender sua rádio até para um grupo de evangélicos. Estes já vêm dominando o setor de rádio em várias regiões do país e com ênfase espacial no Paraná. Nada contra evangélicos ou membros de qualquer outra religião.
O que se pretende enfatizar é a falta de talento e vontade de fazer rádio com profissionalismo, uma característica da maioria das rádios ligadas a igreja católica. Oremos irmãos para que o rádio paranaense não acabe como porta-voz de uma única religião.
 


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