Viagens, grandes profissionais e muitas histórias do rádio – 1

Publicado em: 05/08/2007

Nos dias de hoje viajar de avião (depois da tragédia de Congonhas) tornou-se um martírio para o povo brasileiro. Quando comecei na Jovem Pan em 1973, o sonho era viajar, viajar, viajar, e, conhecer o mundo.
Por Edemar Annuseck

O Faustão (Fausto Silva), que era repórter esportivo e trabalhava comigo dizia : você vai adorar o Campeonato Brasileiro; tem viagem que dura um mês, e as verbas são muito boas. Começou o Campeonato e lá estava eu viajando para Belém, Manaus, São Luis, Fortaleza, Teresina, Natal, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Brasília, Vitória, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. Não esqueci do Rio de Janeiro não; a Ponte Aérea com aviões Avro, YS-11 Samurai, Dart Herald (o avião da lingüiça), Viscount e Electra II; eu vivia neles. Os jatos na época não faziam a Ponte Aérea. E nas viagens longas, Boeing 727-100, 200, 737-100, 200, 707, Electra II,  e o Caravelle.
E quando precisava ir a Blumenau pegava o Avro da Varig que fazia Congonhas/Navegantes na ida e Navegantes/Joinville/Congonhas na volta. Ao lado de Fausto Silva, Cândido Garcia, Silvio Luis, Leônidas da Silva, Randal Juliano, Orlando Duarte, Cláudio Carsughi, Juarez Soares, Vital Bataglia, João Bosco, Wanderlei Nogueira, José Roberto Ercolin, Bento de Oliveira, Natal Baldini, Paulo Travaglia cortei esse país muitas e muitas vezes. Devo ter ido a Manaus e Belém – que eram viagens não tão comuns assim – , umas dez vezes. Em 1977 o SC Corinthians Pta.,vice-campeão brasileiro de 76, (SC Internacional foi o campeão), foi jogar no Equador pela Copa Libertadores da América. E lá vamos nós, eu e o Fausto Silva. Saída de Viracopos (Campinas)  em  DC-9 da Aeroperu , que balançava muito, especialmente quando cruzamos a Cordilheira dos Andes. O Faustão – com as suas brincadeiras de sempre – andava pelo corredor e dizia : As asas estão batendo palmas de novo. Ficamos dois dias em Lima, e, no sábado voamos para Quito, num Boeing – multicolorido da Ecuatoriana, com escala em Guaiaquil.
Em Lima havia toque de recolher às 23 horas. Era uma quinta-feira, véspera de feriado. No dia seguinte, passeio até o  Marco Zero, e a pontos turísticos da cidade. Ao chegarmos a Quito, fomos recepcionados por brasileiros, e, por Ortega, um argentino que havia jogado na Portuguesa de Desportos, na década de 50. Ele tinha encerrado a carreira por lá, onde se estabeleceu montando uma churrascaria. À noite fomos recepcionados com vinho porteño e carne da melhor qualidade, importadas da Argentina.  Nessa viagem também estavam os companheiros Wilson de Freitas e Vitor Moran pela Rádio Tupi, Flávio Araújo e Loureiro Jr., pela Bandeirantes, e uma dezena de profissionais dos jornais. O jogo foi no domingo, às 10h30 horário local no estádio Nacional Atahualpa, na altitude de 2.850 metros. Estréia do catarinense Jairo, no gol do Corinthians. Vitória do time Equatoriano por dois a um. Na próxima semana a viagem e o jogo em Cuenca.

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