Vinil ainda faz sucesso em meio à decadência do CD

Publicado em: 16/05/2009

É como um ritual. Você escolhe, dentre uma coleção organizada por ordem alfabética. Tira-o da estante, dá aquela olhada em ambas as faces —é esse. Tira o disco de capa, olha-o rente aos olhos… Por Luiz Fukushiro

Dá uma assoprada em ambos os lados, girando-o apoiado nas palmas das mãos. Abre o toca-discos, coloca o vinil. Puxa a agulha e milimetricamente a coloca sobre o início da primeira faixa. E o som começa.

Pôr um vinil para tocar tem todo um toque nostálgico que fez com que o ramo nadasse contra a maré: enquanto a venda de CDs despenca dia após dia, os LP tiveram um crescimento de 89% de vendas nos EUA. E o vinil mais vendido não foi um clássico da década de 70. Foi In Rainbows, da banda inglesa Radiohead, lançado em 2007, mas mais famoso pela forma de venda —você poderia pagar quanto quiser para os arquivos digitais.

Mesmo assim, não se pode dizer que o vinil é que irá salvar a indústria fonográfica. O In Rainbows, por exemplo, contou com 25,8 mil cópias vendidas em sua versão vinil. Entre CDs e arquivos digitais, a cifra passou de 3 milhões.

Nesse meio tempo, hora de virar o disco e partir para o lado B. No vinil, nada de shuffle ou repeat. Portabilidade, então, nem pensar. Praticidade não é para os amantes do vinil: o que toca aqui é o feeling. “Com o LP, você tem um contato direto com a música, mais físico e mais instintivo”, diz o DJ Raffa Alem, que vasculha por sebos e feiras vinis antigos.

“Com o vinil, é possível ter acesso a material que nunca foi digitalizado e provavelmente não será , de discos que foram históricos, ou mesmo álbuns que eu goste”, diz Alexandre Yassu, colecionador que conta já com 400 bolachas. E é verdade: muito material antigo da discografia brasileira só ainda está disponível em vinis fora do mercado.

Já a discussão sobre a qualidade de som é um pouco mais complicada. Envolve termos técnicos e fatores que variam bastante de caso a caso. Enquanto uns falam que o vinil tem o som mais encorpado, outros dizem que os arquivos digitais têm maior amplitude de frequências. (UOL Tecnologia)

PS – Neide em foto de 1958, no auditório da Rádio Diário da Manhã e a interpetação de Meu segredo – um samba-canção de Gustavo Neves Filho. O vinil, Eu sou assim é uma produação de Norberto Depizzolatti, de 1988.


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