Visita na prisão: a pena de quem ama

Publicado em: 25/11/2007

Como professor de rádio do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, tive o prazer de orientar o documentário Visita na prisão: a pena de quem ama.
Por Ricardo Medeiros

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi produzido pela acadêmica Mariella Caldas de Souza e retrata o ritual de visitas de companheiras aos detentos que se encontram na Penitenciária Estadual de Florianópolis.
Outro aspecto abordado é a influência dessas visitas no processo de ressocialização dos presidiários. O último trecho do documentário conta um pouco sobre o significado das visitas íntimas para o casal, não apenas para realizar o ato sexual, como uma necessidade fisiológica do ser humano, mas por ser o único momento que o homem e a mulher têm para falar de assuntos pessoais, que em um dia de visita comum não é possível, pois há pessoas em volta e agentes prisionais os vigiando.
Foram ouvidas um total de 31mulheres e selecionadas sete delas para o programa. Os seus companheiros igualmente dão depoimentos no documentário, além de dois presidiários que não recebem visitas. Por outro lado, ligados à administração da penitenciária, a acadêmica entrevistou o diretor do estabelecimento prisional, uma assistente social, um psicólogo, um agente prisional e um supervisor da Casa Revista. Um sociólogo também deu entrevista para o trabalho de rádio.   
Em todo estado de Santa Catarina há cerca de onze mil e quinhentos detentos que estão distribuídos em cinco penitenciárias, dezenove presídios e quarenta cadeias públicas. Na penitenciária de Florianópolis vivem mais de mil detentos e apenas vinte por cento deles recebem visitas. Cada detento pode cadastrar uma lista de dez parentes de primeiro grau para visitá-lo. 
:: Clique aqui para baixar o programa (17 MB)
 


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