VIVA O RÁDIO

Publicado em: 04/12/2006

Jornais anunciam, jornalistas dissertam, leitores se preocupam: será que de fato dentro de alguns anos o jornal vai acabar? Atenção! Atenção! Não é a imprensa que vai acabar, são os jornais.
Por Anna Verônica Mautner

Argumentos são arrolados para justificar a profecia. O problema é que quando o jornal chega, a notícia já está velha, pois as outras mídias já espalharam todos os fatos dignos de serem impressos. “Vemos, pois que o rádio / jornalismo vão ganhando novo alento”.
Nada substitui, nem mesmo os mais modernos “gadgets”, tipo televisão, mil formas de internet acoplados a minúsculas telas são páreo para o rádio, pois este me permite obter a informação seja na hora de fato, a viva voz, seja em minúsculos pontinhos sonoros dentro da nossa orelha – enquanto dirigimos, enquanto cozinhamos, enquanto levamos criança para passear, fazemos compra ou  feira.
O destino do jornal aos deuses pertence, mas enquanto fórmula diária de manter um contato íntimo com meus colunistas, clonistas, editorialistas, creio que é imortal. Não creio mesmo em morte imediata. Como uma reação a esta morte temida do jornalismo impresso multiplicam-se, revistas multi coloridas lutando para competir com a televisão e a internet, como se em se tornando muito numerosas evitassem a sua própria morte.
Viva o rádio, invencível em qualquer circunstância.


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