Walmor Silva, símbolo do radiojornalismo do Sul catarinense

Publicado em: 09/02/2009

Em agosto próximo o manezinho Walmor da Silva completaria 60 anos de atividade ininterrupta no rádio narrador, repórter, redator e locutor noticiarista.

Walmor da Silva, nascido em Florianópolis no dia primeiro de agosto de 1930, iniciou a carreira de radialista em Laguna, ao microfone da Rádio Difusora, em 1949, como repórter e locutor esportivo e lá permaneceu por cinco anos.

Na sequência transferiu-se para a Rádio Tubá de Tubarão onde atuou de 1954 até 1962, quando retorna à Laguna com a inauguração da Rádio Garibaldi. Na nova emissora permaneceu até 1964 quando volta para Tubarão e ingressa na Rádio Tabajara, para ficar até o final da carreira, no dia 3/1 de 2009 quando um infarto o vitimou.

Na Tabajara participava como redator e locutor noticiarista apresentando o Rádio Jornal Hoje e também produzia e apresentava o programa político semanal Frente a Frente.

Em 2007 Walmor Silva recebeu uma homenagem da Associação Catarinense de Imprensa pelos 57 anos de serviços prestados aos veículos de comunicação da região Sul.

Em sua carreira o veterano radialista conviveu com a maioria dos profissionais que construíram a história do rádio sulino desde a inauguração da Rádio Difusora de Laguna, em 1946. Foram seus colegas, numa primeira fase: Lício Silva, Humberto Fernandes Mendonça, Sinval Barreto, Álvaro Bernardes e Luís Lopes.

Posteriormente também trabalharam com ele na Rádio Tubá: Walter Zumblick, Alfredo Silva, Tuta Silveira, Odery Ramos, Zuleide Fernandes, Paulinho Quaresma, Luiz Gonzaga, Leone Carvalho, Teléco, Luiz Colaço, Jurandir Jorge da Silva, Escovinha, Aderbal Lemos, Walmor Silva e Sinval Barreto.

Nos tempos heróicos do início de carreira foram seus companheiros de microfone também os pioneiros Nélson Almeida, considerado a ‘voz de veludo do rádio’, Luiz Napoleão, Edgar Bonassis, Dakir Polidoro, Dib Cherem, Antônio Espíndola Ferreira, Hélio Kersten Silva, Agilmar Machado, Ariosvaldo Machado, Sinval Barreto, João Manoel Vicente, André Martins, Lício da Silveira, Paulo Nilson Prado Baião e Júlio  de Oliveira.

No arquivo de áudio, um trecho da entrevista concedida ao pesquisador João Luiz Póvoas, em março de 2007 e que faz parte do acervo do projeto Memória da Radiodifusão da Acaert.

3 respostas
  1. Carla Cascaes says:

    Conheci Walmor, radialista dedicado aos esportes, na Rádio Tubá (de antigamente).
    A nominata final deve ter sido extraída de um livrinho de capa preta, sobre a “história do rádio em Santa Catarina” de dois jornalistas formados, porém cheio de omissões e erros quando narram a parte concernente ao rádio do interior: é Newton Prado Baião e não Paulo Nilson Prado Baião; é Lício Silva (que ainda atua em Urussanga) e não “Silveira”; é Ariovaldo e não “Ariosvaldo”.
    Que lamentável rata não fazer constar uma figura de proa que foi César Machado, irmão dos dois citados na nota-homenagem (e nem no tal livrinho César é citado, sequer de longe), quando foi ele que iniciou uma das mais brilhantes carreiras jornalística e radiofônica do sul catarinense oriundo da Rádio Araranguá, passando pela Eldorado de Criciúma, Tubá e Anita de Floripa, sempre brilhante sob todos os aspectos profissionais!
    Pois este também faleceu no último dia 15 de janeiro. Sequer UMA nota da redação desse site QUE SE DIZ DE RESGATE DA MEMÓRIA DO RÁDIO CATARINENSE! Seu irmão caçula, Aderbal, registrou o fato, sem uma nota dos senhores de caros ouvintes…
    Passem bem!

  2. Riicardo says:

    Senhora Carla,

    Figuras como Walmor Silva e tantas outras do rádio catarinense merecem nossa admiração e reconhecimento.

    No entanto, a primeira obra sobre as ondas hertzianas catarinenses, “História do Rádio em Santa Catarina”, não conseguiu e nunca conseguiria contemplar todas as nossas estrelas. São centenas de pessoas que merecem ser lembradas.

    A referida obra serviu, ou deveria servi,r como incentivo para que outros jornalistas, radialistas e pesquisadores de diversas áreas, começassem a registrar um pouco mais do riquíssimo passado e presente do rádio barriga verde.

    Se houve erros também,como imprecisão na grafia de nomes ou troca de primeiros nomes, foram involuntários. Erramos na tentativa de acertar.

    Ao contrário do seu posicionamento, senhora Carla, muitas pessoas vieram nos parabenizar pelo singelo trabalho em prol de nosso rádio. Desculpa não termos conseguido agradar a senhora.

    Ah, gostaria ainda de dizer que o livro “História do Rádio em Santa Catarina” foi escrito por mim, Ricardo Medeiros, e Lúcia Helena Evangelista. Há que se ressaltar também que a jornalista Lúcia Helena deve ser reverenciada por ter iniciado no meio acadêmico, nos anos 1980 ( formou-se pela UFSC) , uma monografia que desembocou na obra pioneira a respeito do rádio em nosso Estado.

    Por outro lado, gostaria de convidá-la para escrever um texto homenageando alguns artistas que em sua opinião mereçam destaque. O espaço do Caros Ouvintes é igualmente seu.

    Com respeito,

    Ricardo Medeiros

  3. Carla Cascaes says:

    Senhor Ricardo: (Sem desejar desvirtuar a essência da matéria supra)
    Aconselho-o – se me permite – a reeditar sua obra com a inserção de nomes olvidados e que tanto fizeram pelo rádio catarinense e outras devidas correções. Noto, de sobejo, que sua obra se calcou muito mais na história do rádio de Florianópolis, onde está perfeita. Presumo que foram parcas as entrevistas feitas no interior do estado para formação de seu compêndio literário, no que deixa a desejar. Assim, cada um dos poucos entrevistados – cabe aqui a vaidade pessoal de cada um radialista, marca patente da maioria – contou sua própria história, a história que mais enaltecesse seu ego e a “sua verdade”. Alicerçada na obra em pauta, a monografia de sua colega literata não deve ter correspondido aos registros históricos que milhares de estudantes anseiam: a realidade histórica em toda a sua mais diáfana precisão!
    Pode até ter havido boa intenção por parte dos autores do livro, mas isso não responde às necessidades que tem os alunos atuais de conhecer um pouco mais da história do rádio em nosso estado e no Brasil. Há falhas gritantes que não podem nem devem proliferar e deturpar a real história por inteiro.
    Grata
    Carla Cascaes
    ([email protected])*
    *disponha.

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