WebRadio, dúvidas e experiências necessárias

Publicado em: 03/12/2012

Mídia | o presente da comunicação

Iniciamos recentemente estudo preliminar procurando entender o que se diz, o que se faz e o que está sendo rotulado como WebRadio. Uma das primeiras conclusões é que o horizonte é um pouco mais à além e que o mais sensato seria ampliar o foco para o que estamos chamando de WebAudio. Mais do que jogo de palavras os conceitos diferem e ainda carecem da necessária conformação. No decorrer desses últimos três meses temos participado de eventos, ouvido palestras e postulações diversas. E, também, temos ouvido e recebido contribuições. Hoje relato as experiências do leitor Roberto Ezequiel, a quem, desde já agradeço, pela contribuição.

Diz Roberto em sua mensagem:

Tenho acompanhado suas pesquisas sobre WebRadios, postadas no portal Caros Ouvintes e gostado muito da sua vontade de fazer a diferença aos 80 anos de idade. Realmente, você é um menino! Mesmo te conhecendo a tão pouco tempo, tendo um contato muito pequeno, já criei uma admiração muito grande.

Não me sinto capaz de falar sobre o tema WebRadio, mas sou admirador desse meio de comunicação e usuário do mesmo.

Em fevereiro deste ano, iniciei a busca por alguma WebRadio para auxiliar como locutor, apresentador, ou desempenhando alguma outra função. Procurava uma rádio mais adulta, com apresentadores semanais ou diários, produzindo programas de qualidade sem o uso abusivo do AutoDJ.

Encontrei algumas com essa linha, mas percebi que elas estão abandonadas, jogadas ao AutoDJ. Acredito que isso se deva a falta e incentivo financeiro o que faz o pessoal desanimar.

Tive uma experiência breve, com apresentação de um programa semanal numa Radio de uma pequena cidade do Ceará.

Minha intenção era utilizar uma hora de programação semanal, trazendo notícias da religião católica e entrevistas. Minha intenção não era fazer um programa musical.

Preparei três programas, enviando-os semanalmente por e-mail à rádio. Criando assim um conforto pois poderia administrar meu tempo e minhas pesquisas para o programa.

Criei “chamadas” diárias para veicular na programação, mas o pessoal não levava a sério. Não iniciavam o programa na hora determinada, havendo inclusive dias que não colocaram o programa no ar.

Outra experiência mais recente, foi com uma WebRadio do Paraná. Essa rádio tem até um propósito interessante, com afiliadas que transmitem os principais programas por ela, mas também não funciona como a proposta: na mesma maneira com programação não iniciada no horário e pouco compromisso.

Busquei outras webradios, com o intuito de fazer um programa esportivo, uma espécie de Quatro em Campo da CBN Rio/Minas, mas com um foco maior nos times da região sul. Dessas WebRadios, não obtive nem resposta, assim como de duas emissoras comunitárias de Santa Catarina, as quais também contatei sem sucesso.

Acredito que o que pesa é a questão financeira pois hoje essas emissoras são geridas e tocadas somente por voluntários.

Me pergunto por que ao invés de uma nova WebRadio o pessoal não se junta e faz uma WebRadio de qualidade? Com apresentadores, com grade de programação,  com horário certo para iniciar e terminar o período de transmissão.

A WebRadio é um meio de comunicação extremamente ligado aos dias atuais, com altas possibilidades de interação, mas tem que ser tratado de maneira ordenada.

Por que as academias não incentivam seus alunos a usarem esse meio? É um mecanismo de criação de profissionais qualificados.

O projeto Academídia do Caros Ouvintes, poderia ser atualizado e inserido em uma espécie de “Academídia ao vivo” onde o aluno teria contato com a produção e apresentação. Isso contribuiria para a manutenção e estímulo das rádios tradicionais que transmitem pelas ondas hertzianas.

Deixo aqui minhas observações e dúvidas quanto ao verdadeiro uso desse avanço da tecnologia.

Roberto Rivelino Ezequiel | [email protected]

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