A Touch of Classics

Publicado em: 07/02/2006

Ao registrar a lástima que foi o fim do “Um Toque de Clássicos”, de Neyde Coelho, Chico Socorro esqueceu de mencionar os motivos desse fim.
Por Marco Antonio Arantes

Ele se deve, acho eu, a três superstições básicas, de que padecem as nossas estimáveis agências de propaganda: (1) Para vender, o nome tem que ser em inglês, do tipo “Edifício Beira-Mar Building” e “Floripa Summer Festival” – ó céus! Se a Neyde tivesse tentado “A Touch of Classics”, quem sabe ainda estaria no ar; (2) Patrocínio só dá retorno se destinado a esporte, sertanejo e pagode; (3) Não há em SC um público para a música clássica.
Estabelecidas essas inamovíveis verdades, lá se foi um programa comprometido com o melhor da civilização. Guardo, e ouço sempre, as fitas K-7 dos programas da Neyde, das boas coisas que aconteceram ao nosso rádio.
Amigo empresário: se a sua agência lhe disser que os catarinenses só gostam de ler gibi e ouvir música de bate-estaca, não mude de catarinenses – mude de agência. E aplausos, de pé, para a Neyde Coelho – bravo!


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