Escoteiros do Saco Grande

Publicado em: 24/12/2011

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

Nos tempos das bergamoteiras dourando morros e encostas da Ilha e quando se pescava com pombocas a querosene o gostoso camarão sete barbas da beira das praias, ousamos transformar aquela turminha da Casa da Judith Portuguesa em uma Patrulha de Escoteiros do Mar. Da cerimonia da Promessa aos acampamentos e velejadas, até o Acampamento Regional na Escola Agrícola de Lages-SC, o mundo tornou-se pequeno para os Escoteiros do Saco Grande. Imagine-se uma garotada livre e solta vivendo da pesca, junto com seus pais, a menos de dez quilômetros do Centro da Capital, mas uns meninos semi analfabetos e de uma timidez inaudita no convívio com estranhos, confraternizando com mais de seiscentos jovens de praticamente todo o sul do país. Era bonito de se ver. Uniforme tradicional em zuarte, com calças curtas acima dos joelhos, dólmã do mesmo tecido, lenço branco puro, e cachangá, usado e tratado com reverência. Assim aconteceu há cinquenta e poucos anos num cantinho da Ilha, com pessoas de uma humildade comovedora a chorar, ao ver seus filhos, jurarem à Bandeira Nacional seu amor à Pátria e a decisão de se tornarem cidadãos do mundo. E assim foram as trilhas e rotas marítimas de um Grupo de Escoteiros do Mar, quando navegando na imaginação, içava nossos ideais ao mais elevado topo de um grande sonho: fazer com que as pessoas se achassem em si mesmas, sem mudá-las no melhor que elas eram!

4 respostas
  1. eno josé tavares says:

    Tinha razão a minha falecida mãe dizendo que esse meu ar atrevido e metediço um dia ainda ia me tirar do ar. Pois não é que a galega braba tinha razão? Só não me disse que a cigana que a levava na conversa, disse também que eu estaria sempre metido com pessoas das comunicações de massa, mas que não viveria disso. Gostei muito da edição de Natal do Caros Ouvintes, está cada dia melhor. Quanto à matéria dos Escoteiros do Mar do bairro Saco Grande, confesso que me emociona, pois é uma homenagem a esses meninos e seus pais – sessentões hoje esses meninos – que nunca mais ví…
    Eles eram especiais e faziam parte de um projeto de mão de dupla: patrulhas escoteiras dos bairros e nosso Grupo de Escoteiros do Mar, com o povão, criando mais grupos escoteiros não patrocinados.

  2. eno josé tavares says:

    NOBRE EURIDES…ETERNO ANTUNES…SEMPRE SEVERO…

    ótimo ou quase ótimo..só falta um pauteiro,provocando a minha verborragia…mas tem que ser um pauteiro,que saiba o que quer, e pergunte ao paginador e ao diagramador,se é
    colunista,comentárista etc …quantas colunas,quantas linhas e estilo…

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