Geração @

Publicado em: 24/07/2011

Gerações “Baby Boomer”, X, Y, Z, XYZ… Seguindo essa classificação, sou um “baby boomer”. No entanto, creio que assimilei o “alfabeto” inteiro, pois cresci acostumado a estudar ouvindo rádio e vendo TV ao mesmo tempo. Também prefiro “fuçar”, usando manuais só para tirar dúvidas; e focar na objetividade dos recursos, extraindo o máximo do mínimo. Esse histórico de vida me deu certo “jogo de cintura” para resolver situações, embora por vezes implique sobrecarga e risco profissional. Dependendo do “cliente”, esse perfil “facilitador” é entendido como: “Lança o desafio, que ele dá um jeito!”, sem prover condições adequadas de trabalho, só cobrando resultados.

Voltando à questão das gerações, não sou “nativo digital”, mas, totalmente midiático desde a infância, mergulhar de cabeça no universo virtual foi um processo natural. Hoje, como qualquer “filho adotivo” digital, até os computadores de última geração – se bem que sempre aparece uma nova – parecem desesperadoramente “lentiuns”. Aliás, a ansiedade virou uma característica – ou anomalia – universal, junto com o estresse!

Isso potencializa alienação. Assim, por mais que tentem se diferenciar externamente, sem notar, as pessoas estão cada vez mais parecidas e influenciáveis, principalmente pela incapacidade de entender ou se posicionar nesse arcabouço contemporâneo. “Plugados” em tempo integral, recebendo e enviando informações, sem necessariamente processá-las; atuando em várias atividades simultâneas; navegando em redes sociais; levando o celular até para o chuveiro; fazendo reserva ou acampando na porta de lojas para ser o primeiro a ter o mais novo e “indispensável” lançamento de sei lá o quê, só para dizer quase que infantilmente: “Eu tenho, você não tem!”, muitos pensam estar na vanguarda, quando estão apenas sendo conduzidos docilmente pelos interesses volúveis e solúveis do mercado.

Eu adoro tecnologia e, dentre minhas múltiplas “fomes” e “sedes”, sou ávido por informação. Sou um entre milhões!

Temo, no entanto, que o brilho excessivo da tecnologia esteja criando um universo paralelo, bem ao estilo “Matrix”: uma sociedade virtual que se esconde, mas, paradoxalmente, se revela em redes sociais; que é capaz de passar horas “conectada” com quem mora no andar de cima. Uma sociedade que, de tanto viver de aparências, num mundo cada vez mais monitorado por câmeras e influenciado por mídias, tende a pontualmente explodir em atos terroristas, fanatismos e taras.

Nesse sentido, a sociedade atual talvez deva ser conhecida como geração @, símbolo tão antigo quanto contemporâneo, que exprime tecnologia, mas não nega suas raízes comerciais. Ele lembra um anel, um laço, um chicote, uma espiral, um redemoinho, um funil, enfim, imagens que podem ser associadas à limitação hipnótica, mas que tem uma labiríntica saída.

Qual seria ela?

Basta lembrarmos que as tecnologias são ferramentas à nossa disposição, e não o avesso!

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