HB 140: Blumenau volta à carga

Publicado em: 01/08/2012

Em meio ao otimismo que o caracterizava e as vicissitudes impostas pela realidade, é possível perceber que o conhecimento de causa, nos meandros do Governo Imperial, lhe permitia voltar à carga com alguma esperança. Dizia ele, a certa altura da carta: “vivemos, porém, num país constitucional, onde os ministros têm as suas idéias próprias e, infelizmente, os meus amigos não fazem parte dos ministérios e, sim, do Conselho de Estado, que também é chamado para dar o seu parecer. Há muitos que solicitam empréstimos de dinheiro e cada um deles tem o seu protetor. Acresce notar que já várias tentativas de colonização fracassaram, dando prejuízos aos cofres públicos. Tenho esperanças, embora bem poucas”.

A pedida do colonizador era de, pelo menos, cem contos de réis,   quantia que considerava avultada. O prazo proposto por ele era de cinco a sete anos. Tinha dúvidas de que o governo pudesse ou quisesse conceder-lhe soma tão alta.  “Eis a minha história, meu amigo, desde que nos despedimos um do outro”, retorna ele. “Somente a duas, ou três pessoas, eu a tenho contado, a amigos a quem eu devo favores e muita gratidão”. A partir daí dirige-se ao final da longa missiva. Justifica-se pela falta de maiores contatos e períodos, consideráveis, de silêncio. “A carta que estou lhe escrevendo tira-me grande peso de sobre o coração, tanto mais quanto estou certo de que o senhor me mandará uma cartinha de consolação e de estímulo”, termina ele.

A seguir: havia mais para dizer, contudo.

 

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