HB 79: Monarca não coroado das ciências

Publicado em: 09/03/2011

Hermann Blumenau era feliz nos seus contatos. Fazia por merecer a atenção de pessoas de destaque, assim como de cientistas contemporâneos. Alexandre von Humboldt entrava nessa lista. Tornou-se célebre como camareiro e cientista, estadista e explorador. Foi considerado o “monarca não coroado das ciências”. Desde a morte de Goethe, von Humboldt representava a figura central da glória nacional. Conhecia, como poucos, as regiões equinociais do mundo ocidental. E o mais importante: simpatizou com Blumenau, em visita que realizava a Erfurt, onde o jovem havia lhe solicitado o privilégio de uma entrevista. 
 
Pois von Humboldt gostou de Hermann. Viu nele o perfil de um jovem decidido, com muito conteúdo para a faixa etária, sedento de informações que amparassem uma busca meio desordenada, mas com alvo certo. Blumenau foi admitido no vasto círculo de privilegiados, homens de escol aos quais von Humboldt dava conselhos e proporcionava assistência. Tudo indica que Blumenau o tenha motivado em conversa sobre assuntos técnicos da preocupação imediata e, particularmente, com suas indagações sobre a América. Esse traço fica bem definido ao longo da vida do nosso personagem: ele estava sempre adiante dos fatos.

Por isso, os desdobramentos da sua viagem à Inglaterra e França, em março 1844, não foi nenhuma grande surpresa. Ele já teria concluído que a próxima corrente emigratória alemã buscaria o México e a Califórnia – que então ainda pertencia ao México – e o Brasil. De tal sorte que, uma vez em Londres, foi ao Consulado Geral da Prússia, buscando encontro com Johann Jakob Sturz. Lembram-se dele? Exatamente! Já apareceu algumas vezes como J.J. Sturz e foi o grande impulsionador de Blumenau para o Brasil. Esse homem, do qual precisamos saber mais em função da grande importância nesta história, fazia um ano que estava nomeado Cônsul Geral do Imperial Governo Brasileiro na Prússia.

No próximo capítulo: J. Sturz, mais que burocrata era um humanista.

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