História de Blumenau – 45

Publicado em: 22/05/2010

Nem mesmo a ida do Dr. Blumenau à Alemanha, em mil oitocentos e sessenta e seis, conseguiu incrementar a imigração. A vinda de colonos foi insignificante. Atribuiu-se o fato ao estado de guerra em que se achava o Brasil, cujas notícias da presença de voluntários alemães de Blumenau na Guerra do Paraguai repercutiu na sua terra de origem. Por outro lado, a declaração de guerra da Prússia à Áustria colocava de prontidão a Europa, fazendo com que a saída de europeus fosse impedida pelos governos. Ainda que plenamente justificável a inibição do processo de imigração, tal circunstância era francamente desfavorável para o projeto da colônia.

Seguiam as obras de aplainamento do local e transporte de materiais para a construção das igrejas católica e protestante. Dr. Blumenau decidiu, finalmente, casar-se, em 1867. Contava, então, quarenta e seis anos. A escolhida foi Berta Repsold, filha de Jorge Repsold, fabricante de instrumentos óticos na Alemanha. Sua vida ganhava novos rumos e muito mais significativo se tornava o seu trabalho de instalação da colônia de Blumenau. Nesse mesmo ano compareceu à exposição universal de Paris. Consta dos registros que sua participação foi exuberante, com a preciosidade de dados bastante típicos da sua disciplina e sistema de organização.

A colônia participou dessa exposição com a mostra de produtos e dados estatísticos muito bem elaborados. De tal sorte foram organizados que superaram, inclusive, a intenção do diretor. Ao mesmo tempo em que atestava a pujança da colônia, a exposição orientada pelo Dr. Blumenau mostrou as atividades dos seus habitantes e acabou por constituir-se num eficiente veículo de propaganda, minucioso e inteligente. O júri supremo da exposição conferiu à colônia um dos doze grandes prêmios estabelecidos pelo regulamento: diploma de honra, medalha de ouro e dez mil francos em dinheiro, cujo recebimento se deu anos mais tarde.

No próximo capítulo: Blumenau ganha seu primeiro cônsul.

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