Lágrimas para crimes do nazismo, riso pelos crimes do comunismo?

Publicado em: 20/05/2015

Felizmente não deixam a humanidade esquecer os crimes do nacional-socialismo de Adolf Hitler. A cada oito de maio, data do final da II Guerra, manifestações pipocam no Planeta cutucando a memória recordando o que foi o holocausto. Lágrimas vertem, afinal é bom ter presente que a maldade humana não tem limite ao levar aos fornos, para cozinhar como carne de bicho, milhões de pessoas – homens, mulheres, velhos, jovens.

O que espanta em pleno terceiro milênio é nosso desdém, indiferença, frieza, cumplicidade para com crimes, genocídios, holocaustos perpetrados pelos governos comunistas que, segundo os comunistas franceses, chegam a cem milhões de vitimas. Paira silêncio aterrador (covarde?) sobre massacres em massa praticados por psicopatas como Vladimir Lenin, Josef Stalin, Mao Tse Tung, Pol Pot, para citar apenas os mais sanguinários e ainda reverenciados entre nós.

Não falamos de coisa pouca ao citar esses quatro psicopatas. Em vários aspectos eles superam os crimes de Hitler. Um terço da população do Camboja (dois milhões de pessoas) morreu sob tacão do Partido Comunista. Sob o tacão dos Partidos Comunistas cidadãos russos e Chineses foram ao canibalismo. Sthéfane Courtois (um comunista), integrante do Centro Nacional de Pesquisa da França garante: “Excedendo os crimes individuais, os massacres pontuais, circunstanciais, os regimes comunistas erigiram, para assegurar o poder, o crime de massa como verdadeiro sistema de governo.” Ele reitera para que não paire dúvida: “o terror foi, desde sua origem, uma das dimensões fundamentais do comunismo moderno”. Assevera Courtois: comunistas instituíram “em momentos de grande paroxismo, o terror como modo de governo.”

Por que nos comportamos de modo tão assimétrico diante de crimes de mesma crueldade e magnitude? O que existe na vida real que nos revolta quando falamos das atrocidades cometidas durante a malfadada tentativa de Hitler impor o socialismo na Alemanha e que nos leva a ficar calados por crimes até piores das malfadas tentativas de impor o socialismo e/ou comunismo na Rússia, na China e Camboja? Eis algo que exige reflexão, principalmente dos jovens – tão suscetíveis em busca da utopia que melhore o mundo – para que não caiam no canto da sereia.

Os horrores do socialismo de Hitler chocaram tanto a humanidade que os países civilizados proíbem a formação de Partido Nazista. Quer dizer, Partido Nazista nunca mais, e a suástica – logomarca do movimento – tronou-se símbolo demoníaco aos olhos civilizados. Qual a consequência do terror comunista? Até no Brasil democrático é livre a formação de partidos comunistas, inclusive como arautos de uma ordem mais justa.

É nossa incongruente realidade: vertemos lágrimas, todo ano, pelos crimes de Hitler, deixamos escapar riso cínico quanto aos crimes de psicopatas como Lenin, Stálin, Mao, Pol Pot. A coisa é tão complexa que são incontáveis os professores, até nas universidades, tripudiarem o tirano nazista, e se conta com os dedos da mão momentos de repúdio aos comunistas, como agora fazem os camaradas franceses.

PS.: Para que não digam que tudo é passado registro fato recente: o ministro da Defesa norte-coreano, Hyon Yong-chol, foi executado por ordem do líder Kim Jong-un. Centenas assistiram ao fuzilamento numa academia militar em Pyongyang. Hyon foi condenado pelo crime de “lesa-majestade” porque teria dormido em cerimônia militar e por “não seguir as instruções” do chefe-Deus. Desde o início do ano, o líder ordenou a execução de 15 oficiais do regime, segundo o serviço secreto sul-coreano.

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