Uma palavra de despedida, apenas. Na eterna batida das horas, só.

Publicado em: 27/05/2012

É madrugada na minha vida, eternamente, quando todos já se foram. Paro e olho: a vida, parece, ficou lá longe, com alguns versos de poetas antigos e amigos que plantaram algumas palavras. Tudo ficou lá longe, com os primeiros sonhos. Sonhos que vieram e que se foram, sem dizer adeus. Uma vontade doida de, tudo, novamente, viver. Paro e olho: nada vejo além dos sonhos. Sigo sem olhar. Ali, a flor. Ali, a lembrança. Ali, a última palavra – adeus. E eu me fui. Um dia, voltei esperançoso até. Em seu lugar, no mesmo lugar, a flor. Flor que tive medo de colher e matar o sonho de rever. Você se foi com todos os horizontes. Sinto-me só, por fim. Os tempos são distantes… Meus velhos amigos se foram sem deixar mapas de procurar. “Eu sou um herói muito antigo e nada mais preciso: nem cores, nem pérolas…” aprendi com Mário Luz. Onde andará quem sabia até como fazer vidro…? O ontem morreu, não sei bem onde. Mas, morreu, deixando os cacos de vidro que machucam no retorno. O amanhã não veio ainda. E eu nem sei se vou ver a madrugada…

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