Rádio é o meio que melhor se adaptou à internet

Publicado em: 28/10/2011

 

Fernando Morgado

Ao completar 90 anos de sua primeira transmissão no Brasil e num cenário de mais uma revolução tecnológica, o rádio mantém seu poder de alcance, sendo a 5ª mídia em investimentos publicitários em termos mundiais. A opinião é de Fernando Morgado, integrante da equipe de inteligência de mercado do Sistema Globo de Rádio (SGR), articulista e  conselheiro do Instituto Caros Ouvintes, que fechou a manhã de trabalhos do Mídia Santa Catarina 2011 nesta sexta, em Florianópolis, com a palestra “Rádio: a renovação da mídia.” Só no Brasil, campeão de consumo de aparelhos de rádio – digitais ou analógicos – são 10 mil emissoras de rádio que geram, direta ou indiretamente, cerca de 680 mil empregos diretos e indiretos. “E é o veículo cujo modelo de negócio e a linguagem de comunicação melhor se adaptaram à internet”, afirmou Morgado. Isso porque, na avaliação dele, ambos os meios possuem características iguais, como a interatividade. “Na página da Rádio Globo, os ouvintes podem criticar, conversar, questionar, falar bem, ou mal, e isso aparece direto, na tela do comunicador. E usa muito bem as redes sociais, Twitter, Facebook, que exigem monitoramento contínuo”, afirmou. No site do SGR podem ser encontradas os “mídia kits” (com dados de audiência, formatos, preços etc) e outras informações institucionais.

Morgado destacou ainda a popularidade do rádio, que revela uma relação de amizade entre os ouvintes e o veículo. “No caso da Rádio Globo, que tem 66 anos, na pesquisa que fizemos para definir ações para o reposicionamento da marca no mercado, as pessoas se referiam ao rádio como um companheiro, um amigo. A gente tem que lembrar que as pessoas que vivem sozinhas, ligam o rádio pela manhã para ter companhia. No carro, no trânsito, está sozinho, liga o rádio”. A partir disso, foi criado o mote Rádio Globo: Bota Amizade Nisso!, com a consequente adequação da linguagem visual da marca, que acabou provocando mudanças em todos os logotipos do Sistema Globo de Rádio. Ele destacou ainda a alta credibilidade do rádio e sua supremacia enquanto veículo de comunicação nas catástrofes. “Quando chegou a televisão, muitos achavam que o rádio ia morrer. Se fortaleceu e se ampliou. Com a internet, ele aumentou ainda mais seu poder, porque o rádio sempre foi interativo. Então, independente das tecnologias, o que não vai mudar nunca é a necessidade das pessoas de informação e entretenimento”.

Ouça no podcast o debate após a palestra, que contou com a participação de Antunes Severo (editor geral do Caros Ouvintes), da jornalista Ana Lavratti e da plateia. O áudio foi obtido do vídeo realizado pelo portal Acontecendo Aqui.

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