Rádio Espírito Santo de Vitória e a radiodifusão no Brasil hoje – 2

Publicado em: 02/07/2010

Domingos Alfredo Loss

Da correspondência enviada ao senhor Ara Apkar Minassian, Superintendente de Comunicação de Massa do Ministério das Comunicações. Apresento a V. Sa. pontos negativos e falhas da Radiodifusão Brasileira em todos os aspectos, no momento, a saber: O Brasil, por ser um País Continental, na sua extensão territorial, a meu ver, está inferiorizado na sua radiodifusão a países menores e menos desenvolvidos. Hoje, nos meus sessenta anos de idade, não vejo mais o “rádio de antigamente”. O rádio dos bons tempo simplesmente está agonizando e se continuar assim terá a sua própria “morte” em breves tempos.

Quanto às ondas curtas é mínimo o número de emissoras brasileiras que operam nessas faixas, enquanto um sem número de emissoras estrangeiras penetram fortemente no Brasil, durante o dia todo e a noite. Em boa parte, são emissoras de países menos desenvolvidos do que o nosso transmitindo em idioma que não é o nosso, obrigando-nos a ouví-las e assim assimilar sua cultura. Enquanto isso, das poucas emissoras que dispomos, uma grande maioria está fora do ar ou operam precariamente, muitas vezes com potência reduzida.
Sobre essa situação, chamo a atenção especialmente sobre o que dispõe o Plano Básico de Ondas Curtas implantado no Brasil, publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, Edição 71, do dia 12 de abril de 1996.

Técnico de Telecomunicações e radialista aposentado

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