S.O.S. Música!

Publicado em: 13/11/2011

Bons tempos aqueles dos anos de 1960! Ao menos do ponto de vista musical. Ouvia-se de tudo nas rádios AM: vários ritmos e idiomas. Era época em que os cantores precisavam saber cantar ou, no mínimo, interpretar, para fazer sucesso. Instrumentista também tinha que saber tocar e, quando era bom mesmo, o instrumento virava seu sobrenome: Jackson “do Pandeiro”, Edu “da Gaita”, Jacó “do Bandolim”…

O Rock “Progressivo” e o Rock “Sinfônico” também não eram para qualquer um, e quase todos os roqueiros tinham formação clássica, além de se aperfeiçoarem constantemente.

A coisa continuou boa nas décadas seguintes, apesar do “punk” e do “trash metal”. Esse último, pelo menos, se assume. Até neles é possível encontrar alguma qualidade, se a gente procurar bastante.

E hoje? Será que ainda há espaço para grandes intérpretes e instrumentistas? Será que há público para ouvi-los em meio à massificação de vozes esganiçadas ou que rosnam dando a impressão de que a qualquer momento soltarão algo mais do que grunhidos de suas bocas? Há espaço para eles em meio a “arranhadores de discos”, instrumentistas “bucais” e percussão “tecno” estéril/histérica: “tum, tum, tum, tum…”?

O curioso é que tem gente que gasta pequenas fortunas com aparelhagens de som de última geração, para difundirem pelas janelas de suas casas ou carros essas “pérolas” minimalistas, no pior sentido.

Tanta qualidade técnica e custo para escutar sons que ficariam rigorosamente iguais e, até, melhores se executados numa “vitrolinha” mono, com agulha quebrada, em discos de vinil, 45 RPM, como nos anos de 1960.

Talvez meus ouvidos tenham sido mal-acostumados, na infância… Talvez eu esteja ficando velho e “careta”… Mas, é triste ver que isso é um fenômeno mundial: música “de quinta” tocando todos os dias da semana, várias vezes ao dia, em todos os meios de comunicação, em todas as festas…

Música e “movimentos” importados, de péssima qualidade, que destroem nossa cultura, sem oferecer nada de bom em troca!

Intérpretes agressivos ou inexpressivos, melodias sem brilho, versões desnecessárias ou regravações que detonam as originais; vozes distorcidas eletronicamente; shows que quase sempre terminam em tumulto ou internações por coma alcoólico, “overdose”…

Quem gosta, diz para prestar atenção nas letras…
É… O “abc” está lá, bem maltratado, aliás, e não se percebe o menor esforço para melhorar.

É música de protesto? Bem, podiam pelo menos conhecer a música de protesto do passado, para ver se aprendem alguma coisa, em vez de copiar movimentos “made in USA” ou Inglaterra, cujo único objetivo é globalizar a degradação moral e tirar proveito dos jovens.

Antigamente, música boa a gente saía assoviando pela rua…

Alguém consegue fazer isso hoje?

Por tudo isso, Deus salve os que insistem em fazer e tocar boa música nesse universo de mediocridade mórbida, que massacra diariamente nossos tímpanos!

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