Uma palavra de despedida apenas, assim terás

Publicado em: 24/06/2012

Caminhando pela vida numa completa e perpétua contrariedade e incompreensão lá se foram os dois, caminhando juntos e, ao mesmo tempo, separados. A animosidade foi ponto constante. As portas das almas fechadas para quaisquer incursões. Ninguém compreendia o valor de um sorriso, o valor de olhar para o céu, para o sol, para as estrelas, ver a flor desabrochar, não ver sombras ao seu redor, sendo portador do sol que ilumina a vida. Criado estava o clima do medo recíproco, em que os monstros do egoísmo e da discórdia, do desespero e da crueldade se desenvolveram, tanto quanto a cultura de várias enfermidades prolifera na podridão. Foi capaz – essa situação – a ruína dos melhores impulsos, desertando-se das próprias responsabilidades porque incentivo não existia. O suor do trabalho secava no corpo, sem que ninguém o sentisse e o bendissesse. O esforço do burilamento espiritual foi perdendo o significado, a vontade de seguir avante foi sendo motivo de chacota. Assim, os dois estacaram na sombra da ignorância que procurou, com a incompreensão constante em cada ato ou fato da vida a dois. Discórdia e tranqüilidade, corrigenda e erro, crédito e haver, são frutos de nossa livre escolha, assim como a contingência de ficar sozinhos ou acompanhados. Quem assim escolheu, assim o terá.

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